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Ganha-se e perde-se no campo. É assim que deveria ser.
Vamos raciocinar só um pouquinho, porque não precisa de esforço para sentir o cheiro forte de sujeira na coisa toda. Um exemplo muito fácil.
Somos todos eleitores. Se estamos irregular, por alguma razão, com a justiça eleitoral, nem precisamos tentar votar. Não vamos conseguir. Se usamos um título de eleitor falso, vamos para a cadeia. E sabemos disso. Porque existe uma coisa chamada organização que nos impede de fraudar o sistema.
Quer outro exemplo? Tente comprar qualquer coisa a prazo se você pisou na bola e entrou na lista negra de mau pagador... Não vai conseguir. Meia hora depois de cair na lista você é “persona non grata” em qualquer crediário.
Mas um clube consegue inscrever um jogador irregular e colocá-lo em campo? Dizem: ok, podem inscrever o atleta. E depois, punem? Opa! Algo cheira mal... Teria a diretoria da Portuguesa entendido que a presença de Héverton em campo, por 13 minutos, seria assim tão fundamental naquele momento que valeria a pena arriscar toda a campanha? Me poupem!
Não vou nem perguntar se a situação fosse o oposto, se fosse para derrubar um time carioca... Sabemos a resposta.
Então, nobre amigo palhaço, console-se. Se vai continuar torcendo, acreditando que um campeonato se decide dentro de campo, saiba que você está sendo enganado. Saiba que os cartolas estão rindo da sua cara, gastando a grana que você deixa na bilheteria, que você gasta na loja do seu clube ou na fatura da sua tevê paga, ou mesmo quando compra os produtos anunciados durante uma partida na tevê aberta. Tudo é lucro. É nosso ingresso para o circo deles. Eles não estão nem aí com aquilo que chamamos de futebol. Isso para eles é apenas um negócio extraordinariamente lucrativo, onde o Fluminense, rebaixado em campo, dá muito mais lucro que a Portuguesa, rebaixada no tapetão. Sou hoje um palhaço enojado!
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